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A Saga dos Androides: Curiosidades e o Nascimento de Cell

  • Foto do escritor: Príncipe Vegeta
    Príncipe Vegeta
  • 17 de fev.
  • 4 min de leitura

A Saga dos Androides é uma das fases mais complexas e marcantes de Dragon Ball Z, pois introduz temas como destino, viagem no tempo, evolução artificial e os limites entre humano e máquina. Ela se estende desde a chegada de Trunks do Futuro até a derrota definitiva de Cell, mudando para sempre o rumo da história.


Tudo começa com a revelação de Dr. Gero, um cientista brilhante e cruel que fez parte do Exército da Red Ribbon. Após a destruição da organização por Goku ainda na infância, Gero passou anos observando secretamente os guerreiros Z, coletando dados de suas batalhas com o objetivo de se vingar. Para isso, ele criou androides extremamente poderosos, projetados especificamente para superar os limites dos lutadores mais fortes da Terra.


Os primeiros androides revelados são o Android 19 e o Android 20 (o próprio Dr. Gero após transformar seu corpo). O Android 19 é um modelo totalmente mecânico, capaz de absorver energia através de dispositivos em suas mãos. Já o Android 20 mantém a mente de Gero, combinando inteligência humana com um corpo artificial, também com a habilidade de absorção de energia. Apesar de perigosos, eles se mostram apenas o início de uma ameaça muito maior.


Antes deles, Gero havia criado os androides Android 17 e Android 18, considerados falhas por serem difíceis de controlar. Diferente dos modelos anteriores, 17 e 18 são humanos modificados em nível celular, mantendo aparência, emoções e personalidade, mas com força, velocidade e resistência praticamente ilimitadas. Eles não possuem ki convencional e não se cansam, o que os torna adversários extremamente perigosos. No futuro alternativo de Trunks, esses dois androides dizimaram quase toda a humanidade, governando a Terra pelo puro prazer da destruição.


Há ainda o Android 16, um androide totalmente mecânico criado a partir da imagem do filho falecido de Dr. Gero. Apesar de seu poder imenso, ele possui uma personalidade pacífica e um profundo respeito pela vida, especialmente pela natureza. Sua programação, no entanto, tinha como objetivo final eliminar Goku, conflito que define seu drama interno e o torna um dos personagens mais trágicos da saga.


Paralelamente à ameaça dos androides surge Cell, a criação suprema do Dr. Gero. Diferente dos demais, Cell é um bio-androide, desenvolvido a partir de células de vários dos maiores guerreiros do universo, incluindo Goku, Vegeta, Piccolo e Freeza. Ele foi programado para evoluir continuamente, atingindo sua forma perfeita ao absorver os androides 17 e 18.


Cell possui três estágios principais. Em sua forma imperfeita, ele é grotesco, age nas sombras e absorve humanos para ganhar energia. Após absorver o Android 17, atinge a forma semi-perfeita, tornando-se mais confiante e brutal. Finalmente, ao absorver o Android 18, alcança a forma perfeita, na qual combina poder esmagador, inteligência estratégica e um ego extremo. Nesse estágio, Cell cria os Jogos de Cell, um torneio cujo verdadeiro objetivo é provar sua superioridade absoluta.


A saga culmina em um confronto épico que redefine o conceito de sacrifício e superação em Dragon Ball Z. Ela marca a ascensão de uma nova geração de guerreiros, explora as consequências do orgulho e da ciência sem ética e solidifica Cell como um dos vilões mais icônicos da franquia. Até hoje, a Saga dos Androides é lembrada como uma das mais densas, sombrias e impactantes de todo o universo Dragon Ball.


Curiosidades


Aqui estão curiosidades sobre os Androides da saga de Dragon Ball Z, ideais para complementar conteúdo de site e engajar leitores com fatos interessantes e pouco comentados.

Os androides 17 e 18 não são robôs completos. Diferente do que muitos pensam, eles são humanos modificados em nível celular pelo Dr. Gero. Seus corpos ainda envelhecem lentamente, possuem emoções e até capacidade reprodutiva, algo comprovado quando a Android 18 tem uma filha com Kuririn. Isso os torna mais próximos de ciborgues do que androides tradicionais.


O Android 17 e a Android 18 não possuem ki detectável. Por causa disso, os guerreiros Z não conseguiam sentir sua presença, o que os colocava em enorme desvantagem nas batalhas. Essa característica foi um dos fatores que os tornaram tão letais no futuro alternativo de Trunks.


O Android 16 é um dos poucos androides totalmente mecânicos com personalidade pacífica. Ele ama a natureza, os animais e evita lutar sempre que possível. Curiosamente, apesar de ter sido criado para matar Goku, ele nunca desenvolveu ódio real, apenas seguia sua programação, o que o transforma em um dos personagens mais filosóficos da saga.

O Android 16 foi inspirado no filho falecido do Dr. Gero, chamado Gevo. Esse detalhe explica por que ele é tão diferente emocionalmente dos outros androides e por que Gero nunca o ativou pessoalmente: ele tinha medo de perder novamente aquilo que mais amava.


O Android 19 foi projetado especificamente para obedecer sem questionar. Seu visual infantil contrasta com sua crueldade em batalha. Ele absorve energia pelas mãos, mas essa habilidade se mostrou inútil contra usuários de força física pura, como Vegeta em Super Saiyajin.


O Android 20, que na verdade é o próprio Dr. Gero, foi criado para garantir sua sobrevivência e vingança eterna. Mesmo assim, ele manteve suas emoções humanas, como medo e desespero, o que acabou sendo sua ruína quando perdeu o controle de suas criações.


O Cell é tecnicamente um androide, mas biologicamente é um ser vivo. Ele sente dor, pode se regenerar e evoluir, algo único entre todas as criações da Red Ribbon. Sua capacidade de usar técnicas como o Kamehameha vem diretamente das células de Goku.

No futuro alternativo, os androides 17 e 18 são muito mais cruéis do que na linha do tempo principal. Já no presente, eles demonstram comportamento mais irônico e até despreocupado, sugerindo que pequenas mudanças no tempo alteraram profundamente suas personalidades.


Por fim, uma curiosidade marcante: mesmo sendo criados para destruir Goku, nenhum dos androides clássicos (17, 18 e 16) consegue cumprir esse objetivo. No fim, muitos deles acabam se tornando aliados da Terra, reforçando uma das mensagens centrais da saga: nem toda criação nasce condenada ao mal.


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