Quem Foi Dr. Gero em Dragon Ball
- Príncipe Vegeta

- 17 de fev.
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Dr. Gero é um dos vilões mais importantes e intelectualmente perigosos de Dragon Ball Z, representando a face mais sombria da ciência usada sem limites éticos. Sua história é marcada por obsessão, vingança e pela crença absoluta de que a inteligência pode superar qualquer força bruta.
No início de sua trajetória, Dr. Gero era o principal cientista do Exército da Red Ribbon, uma organização militar que buscava dominar o mundo. Durante esse período, ele desenvolveu armas avançadas, robôs de combate e tecnologias revolucionárias. No entanto, seus planos foram destruídos quando Goku, ainda criança, eliminou sozinho todo o exército. Essa derrota marcou profundamente Gero, que passou a dedicar sua vida exclusivamente à vingança.
Após a queda da Red Ribbon, Dr. Gero desapareceu do mundo, trabalhando em segredo por décadas. Durante esse tempo, ele criou um sistema de espionagem composto por pequenos robôs que coletavam dados de batalha de Goku e de outros grandes guerreiros da Terra. Com essas informações, Gero analisou estilos de luta, níveis de poder e evolução física, permitindo que suas criações fossem projetadas para superar limites conhecidos dos combatentes mais fortes do planeta.
Com o avanço de suas pesquisas, Dr. Gero iniciou o desenvolvimento dos androides. Suas primeiras criações foram consideradas instáveis ou difíceis de controlar, como os androides 17 e 18, humanos modificados em nível celular, dotados de poder praticamente ilimitado. Por não obedecerem cegamente às suas ordens, Gero os considerou fracassos e decidiu mantê-los desativados, embora continuasse a aprimorar seus projetos.
Entre suas criações mais peculiares está o Android 16, um androide totalmente mecânico baseado na aparência de seu filho falecido, que morreu em combate. Apesar de ter sido programado para eliminar Goku, o Android 16 possuía uma personalidade pacífica, revelando que, mesmo sem intenção, Dr. Gero projetou uma de suas criações mais humanas, refletindo inconscientemente sua dor pessoal.
Temendo o próprio envelhecimento e a limitação do corpo humano, Dr. Gero tomou sua decisão mais radical: transformou a si mesmo em um androide, tornando-se o Android 20. Dessa forma, ele conquistou força sobre-humana, longevidade e a capacidade de absorver energia vital. Para acompanhá-lo, criou o Android 19, um modelo totalmente mecânico e extremamente leal, projetado para executar ordens sem questionamentos.
Apesar de toda sua genialidade, o maior erro de Dr. Gero foi subestimar suas próprias criações. Ao libertar os androides 17 e 18 acreditando poder controlá-los, ele acabou sendo traído. Reconhecendo Gero como a origem de seu sofrimento e rejeição, os androides se voltaram contra ele. Em um momento de desespero, Gero tentou fugir e implorar por sua vida, mas foi impiedosamente assassinado pelo Android 17, tendo sua cabeça esmagada.
A morte de Dr. Gero simboliza o colapso definitivo de sua obsessão. Mesmo após morrer, suas ações continuaram a assombrar o mundo, especialmente por meio de sua criação suprema, Cell, desenvolvida em segredo por seu supercomputador. Dr. Gero deixou como legado não apenas alguns dos inimigos mais perigosos da história de Dragon Ball Z, mas também uma das maiores reflexões da série: quando a ciência perde sua humanidade, ela se torna tão destrutiva quanto qualquer vilão movido pelo ódio.
Dr Gero e Dr. Myuu em Dragon Ball GT

Em Dragon Ball GT, a ciência volta a ser uma ameaça central através do legado de Dr. Gero e da introdução de um novo cientista tão perigoso quanto ele. Mesmo após sua morte em Dragon Ball Z, as criações e ideias de Gero continuam causando caos, provando que sua influência ultrapassou a própria vida.
No Inferno, Dr. Gero se alia a Dr. Myuu, um cientista maligno originário do planeta M2. Diferente de Gero, Myuu é um ser artificial altamente inteligente, especialista em criar androides orgânicos e máquinas vivas. Enquanto Gero representa a ciência humana levada ao extremo, Myuu simboliza a evolução tecnológica alienígena, tornando a parceria entre os dois ainda mais perigosa.
Juntos, Gero e Myuu desenvolvem um plano para se vingar de Goku e conquistar o universo. A maior criação dessa aliança é o Super Android 17, considerado um dos androides mais poderosos de toda a franquia. Para criá-lo, eles utilizam duas entidades distintas: o Android 17 original, que estava na Terra, e o Hell Fighter 17, uma versão artificial criada no Inferno por Myuu.
O Hell Fighter 17 foi projetado para ser idêntico ao Android 17, mas com programação puramente maligna. Ele serve como catalisador para a fusão, atraindo o Android 17 verdadeiro até que ambos se unam. Quando essa fusão acontece, nasce o Super Android 17, um ser com poder esmagador, personalidade fria e total desprezo pela vida.
O Super Android 17 possui uma habilidade única: ele consegue absorver qualquer ataque de energia, tornando inúteis técnicas como o Kamehameha. Quanto mais energia absorve, mais forte ele se torna. Essa característica o coloca em um nível de ameaça extremo, superando facilmente Super Saiyajins e colocando Goku à beira da derrota.
Além disso, o Super Android 17 também demonstra inteligência estratégica, herdada de seus criadores. Ele abre os portões do Inferno, permitindo que vilões derrotados retornem temporariamente à Terra, causando caos generalizado. Esse ato simboliza o auge da vingança de Dr. Gero contra o mundo que ele odiava.
No entanto, assim como em Dragon Ball Z, a arrogância da ciência acaba sendo sua fraqueza. Goku descobre que ataques físicos não podem ser absorvidos e explora uma brecha no sistema do androide. Após uma batalha intensa, o Super Android 17 é finalmente destruído, colocando fim definitivo ao legado direto de Dr. Gero.





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